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Profissionais da Química debatem desafios e avanços na indústria de celulose e papel no “Falas da Química”

Na última segunda-feira (29), o Conselho Federal de Química (CFQ) promoveu a mais recente edição do evento virtual “Falas da Química”, com o tema “Celulose e Papel”. Profissionais da Química e especialistas reuniram-se virtualmente para discutir questões relevantes nesse setor, destacando a importância estratégica do Brasil, o maior exportador e segundo maior produtor mundial de celulose.

O encontro contou com a mediação de Raquel Fiori, conselheira federal do CFQ, que recebeu o palestrante convidado Clovis Zimmer, especialista em celulose e químico industrial pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFGRS).

Celulose
A celulose, obtida do polímero natural na madeira, é usada na produção de uma variedade de produtos, desde papel e tecidos até fraldas descartáveis, papelão ondulado, materiais de construção, cosméticos e combustíveis. Além disso, possui uma função essencial na medicina e na indústria farmacêutica, com aplicações em revestimentos de comprimidos e cápsulas.

Sustentabilidade ambiental
Do ponto de vista ambiental, o setor brasileiro se destaca globalmente pela qualidade e certificação da matéria-prima, bem como pela gestão sustentável de suas bases florestais. Apesar do alto consumo de recursos hídricos, as indústrias desse segmento devolvem, em média, 82% da água captada para os corpos d’água, após rigorosos processos de tratamento supervisionados por Profissionais da Química. O setor também se destaca como grande exportador de energia elétrica renovável, aproveitando resíduos do processo de produção para a autoprodução de eletricidade.

Com cerca de 220 empresas atuando no país, a indústria de papel tem uma atuação significativa na economia, contribuindo com aproximadamente 1,2% do PIB nacional e gerando mais de 128 mil empregos diretos e 640 mil empregos indiretos.

Estratégia de economia circular
O químico industrial Clóvis Zimmer trouxe dados importantes sobre a produção brasileira de celulose, que atinge quatro milhões de toneladas anuais e consolida o país como o terceiro maior produtor global de celulose de fibra curta.

O especialista também destacou a estratégia de economia circular adotada pela indústria, ressaltando a reciclagem de 100% dos resíduos gerados. “Os resíduos alcalinos e orgânicos são transformados em 13 produtos, impulsionando a agricultura e a jardinagem. Essa abordagem não só reduz impactos ambientais como também contribui significativamente para a economia local”, afirmou.

O palestrante ressaltou, ainda, a diversidade de profissionais técnicos na indústria, destacando a importância da atuação dos Profissionais da Química na área. “Engenheiros químicos, químicos industriais e técnicos químicos desempenham funções essenciais em pesquisa, controle de qualidade e gestão ambiental. A indústria de celulose, além de seu papel cotidiano, representa uma fonte de oportunidades para esses profissionais”, destacou.

Ética profissional
Durante o evento, Rodrigo Moura, conselheiro federal com formação em Química e Direito Ambiental, abordou a legislação profissional, ressaltando a importância das resoluções normativas do CFQ na segurança do trabalho e ética profissional na indústria química.

Ele enfatizou as resoluções normativas que regulamentam a segurança do trabalho na área Química, trazendo à tona números e estatísticas impactantes sobre a eficácia dessas medidas na redução de acidentes. “As resoluções normativas do Sistema CFQ/CRQs não apenas garantem a segurança, mas também fortalecem a ética no exercício profissional, especialmente em setores de risco químico, como a produção de celulose”, reiterou.

Inovações em pesquisas
O encontro também contou com o depoimento de José Ribeiro dos Santos Júnior, conselheiro federal, engenheiro químico e doutor em Química (Físico-Química) pela Universidade de São Paulo (USP), que compartilhou sua visão sobre a indústria de celulose e papel.

Ribeiro destacou a diversidade de aplicações da celulose, como a utilização de podas de árvores em adubos agrícolas e experimentos com cascas de coco para a produção de celulose comestível. Sobre essa última pesquisa, ele revelou que, embora ainda esteja em fase de desenvolvimento, esse projeto visa produzir um tipo de celulose semelhante ao existente no mercado, com potencial para saciar o apetite, contribuindo na melhoria da condição física das pessoas ao reduzir a necessidade de consumo alimentar.

Essa edição do “Falas da Química” buscou ressaltar não apenas a supervisão e aprimoramento dos processos, mas também o impulso à inovação em todas as etapas da produção, reforçando a importância dos Profissionais da Química na indústria de celulose e papel.

Veja aqui o evento completo.

Fonte: https://cfq.org.br/noticia/profissionais-da-quimica-debatem-desafios-e-avancos-na-industria-de-celulose-e-papel-no-falas-da-quimica/

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